quinta-feira, 29 de maio de 2014

Mais Primaveras


Pronto, finalmente, num dos passados dias cheguei aos 26. Nesse mesmo dia encontrei mais um cabelo branco.

Isto não é normal :'(

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Carpe Diem



Tive uma conversa com o rapaz e esclarecemos as coisas com bastante clareza e com bastante à vontade. Acordámos em ver o que isto dá e levar as coisas com calma. Estamos a aproveitar estes momentos juntos, descontraidamente. Se terá futuro? Não sei, a ver vamos. Por agora, estou bem assim. 

Carpe Diem ;D

domingo, 25 de maio de 2014

Dever cumprido


Pronto o meu dever enquanto cidadão europeu está cumprido. Embora não soubesse em quem votar optei por aquele que acho que fez a melhor campanha.

Notei que havia lá muito pouca gente. As mesas de voto estavam quase vazias e nos corredores não circulava muita gente. Parece-me que a abstenção vai ser elevada. Já foram votar?!

Quanto a mim, já ando melhor. Resolvi sair de casa e seguir a minha vida para a frente. Não vale a pena andar por aí triste. É preciso é viver a vida como diz o nosso amigo Ricky Martin (não exactamente por estas palavras, perceba-se).



quinta-feira, 22 de maio de 2014

Frustração



Bom parece que as coisas entre mim e rapazinho não desenvolvem...

Pedi para falar com ele mas ele não me responde. E sabem o que é mais frustrante? é que pelas suas publicações no facebook parece que mantêm a sua vidinha normal, sem qualquer diferença. Eu estou aqui de rastos agarrado ao telemóvel, a sentir-me culpado e completamente impotente face a situação.

Eu sei que tenho de lhe dar tempo e espaço e, é o que estou a fazer. Mas não consigo parar de pensar no assunto, não me consigo concentrar em mais nada. Para ajudar os meus anos estão a chegar e a vontade de fazer algo é quase nula.

More Than This



Can I be more than this?

terça-feira, 20 de maio de 2014

Do sonho ao quase pesadelo


Vou começar a contar uma coisa com algum atraso. Não contei antes, não por não querer partilhar, mas não queria deitar foguetes antes da festa.

Acho que referi que tinha conhecido um rapaz simpático no Grindr. Conversa puxa, conversa e acabamos por trocar de número de telefone. Fomos falando por mensagem durante alguns dias e entretanto resolvemos marcar um encontro para nos conhecermos pessoalmente.

Marcamos numa esplanada em Lisboa, num dia super quente. O Rúben foi com uma camisola de malha, porque ouviu a sua mãezinha a dizer que iria estar frio (quem disse que se deve sempre ouvir as Mães?). Mas lá fui e, com muito calor, o encontro foi-se estendendo. A conversa foi boa, sem momentos awkward e sem silêncios constrangedores. Falamos de vários assuntos, sem tabus nem preconceitos.  Percebi que ele era uma pessoa que pelo menos procurava o mesmo que eu, com interesses em comum, pouco promiscua e dotado de uns olhos azuis que me encantavam a cada segundo.

Da esplanada fomos passear para a baixa e acabamos mais tarde nos armazéns do chiado. Para terem ideia marcamos lá às três e cheguei a casa ás 22h e tal. Aquilo correu mesmo bem... Fiquei feliz.

Mais tarde, dois dias depois, marcámos um segundo encontro no parque das Nações. Ficamos por lá a conversar e resolvemos andar no teleférico. Aquilo tremia por todo o lado e sentados no mesmo banco os nossos olhares iam-se cruzando. Rapidamente eu ficava envergonhado e fingia distrair-me com algo à volta. Até que fiquei um pouco mais a olhar para ele, fomos-nos aproximando e pumba saí um beijo. Kind a romantic. Parámos quando o teleférico deu um salto num dos postes. Passado isto continuamos a passear, e aproveitamos os cantinhos escondidos para ir namorando. De mão dada, com uns beijos e uns amassos pelo caminho, lá me foi conquistando. 

Jantamos e cada um partiu para o seu caminho.

Alguns dias depois, resolvemos ir à praia. Ele estava de folga e lançou-me o desafio, que eu não demorei a aceitar. A praia estava muito boa, sem muita gente, embora a água estivesse muito fria. Enquanto lá estivemos fomos namorando e o ambiente aqueceu bastante. Ele provocou-me e eu respondi-lhe na mesma moeda. A química entre nós era evidente, o desejo estava estampado nos nossos olhares. Mais para o final do dia, era hora de regressar. Eu sentei-me no lugar do condutor, limpei os pés e calcei-me, ele no lado pendura fez a mesma coisa. Entrámos completamente para dentro do carro e qual iman fomos automaticamente atraídos um para o outro. As nossas bocas colaram-se e o desejo consumiu-nos. Quando reparei já ele estava a baixar o meu banco. Tudo avançou entre beijos e sexo oral. Não demos o passo seguinte, não era o local apropriado. E diga-se de passagem que o carro não é um sítio nada cómodo para estas coisas, pelo menos o meu, que não é muito grande. Tudo isto aconteceu sem qualquer planeamento.

No dia a seguir já havíamos marcado ir buscar os kits da color run. Demos um passeio pelo local. Notei-o menos provocador, mais distante. Já que tinha dormido pouco calculei que fosse o cansaço a falar mais alto. Fiquei com a pulga atrás da orelha, mas não quis dar muita importância ao assunto. Deixei-o em casa e despedimos-nos tal como era hábito, com um beijo prolongado.

No dia seguinte, dia da color run, encontramos-nos nas intermináveis filas para comprar o bilhete de comboio. Já que havia chegado mais cedo guardei lugar. Ele chegou com uma amiga. Mal me cumprimentou, estranhei. Sendo ele abertamente gay, e sem qualquer problema com isso, era no mínimo estranho. O dia foi passando e durante todo o tempo fui recebendo sinais contrários. Se por um lado achava que não estava a fazer um esforço suficiente para me enturmar no grupo de amigos dele, facto era que os apresentou todos. Foi comentando descaradamente alguns homens que iam passando, o que me irritou profundamente, mas ao mesmo tempo fazia questão que aparecesse em todas as fotos que iam sendo tiradas. Ia também olhando para mim de forma carinhosa quando os nossos olhares se cruzavam. Ao final do dia, depois de chegar a casa, o meu telemóvel teve uma coisinha má, bloqueou e ele não recebeu a mensagem a dizer que eu havia chegado. Abri o facebook e vi uma mensagem dele a dizer que estava preocupado. Foi ver o que se passava com o telemóvel, e entretanto recebi três mensagens e ele ligou-me. Atendi, disse que estava tudo bem e agradeci a preocupação. Ao que me respondeu que se preocupava comigo porque gostava de mim. Fomos falando por mensagem e pediu-me desculpa por nem sequer me ter dado um beijo. 

Ontem de manhã, tentei marcar com ele um passeio pois queria esclarecer o que havia entre nós. Ele sugeriu que víssemos um filme na casa dele e eu acedi. Quando cheguei disse-me para ir ter ao café e apresentou-me mais alguns amigos dele. Fiquei melindrado, pois voltou novamente a comentar um rapaz que passou. Fomos para casa dele, vimos um filme e depois alguns vídeos de um grupo de dança do qual ele fez parte. O ambiente aqueceu e não consegui ter a conversa que queria. Fizemos sexo. Desta vez com tudo incluído. 

No final, estávamos ambos felizes. Sorriamos um para o outro. Dançamos agarradinhos o listen da Beyoncé. Ele cantava em voz alta, até voltarmos a cair na cama. De olhos nos olhos, as palavras saíram-me da boca: Queres namorar comigo?

A resposta foi um sorriso e um "não sei". Levei para a brincadeira, disse-lhe para deixar de ser assim. De cara mais séria, voltou a dizer a mesma coisa e pediu-me para não ficar triste e dar-lhe um beijo. Disse-lhe que ele não merecia, mas lá lhe dei. Triste encostei-me a ele. Ganhei coragem e perguntei-lhe onde ficávamos, e o que é que eu era para ele. Disse que estava a tentar perceber o que sentia mas que gostava de mim, ou não me tinha apresentado a todos os seus amigos. Eu disse-lhe que gostava dele e que o namoro era precisamente para nos conhecermos melhor e percebermos os nossos sentimentos. Ele respondeu-me que era um compromisso. 

O ambiente ficou tenso, afinal de contas havia-me dito que o que andava a procura era uma relação e não um caso pontual. Começamos-nos a vestir, eu aguardei por ele e saímos. Eu ia para o metro, ele ia ao local de trabalho. Pelo caminho pediu-me para não ficar triste, e eu disse-lhe que era inevitável, que eu não pretendia uma amizade colorida, mas sim algo estável e ele sabia disso. Ele só me respondia eu sei, eu sei. Não consegui dizer mais nada, fiquei literalmente sem palavras. Ele pôs o braço por cima dos meus ombros e caminhamos até ao ponto de separação. Demos um beijo e vi os olhos dele vermelhos e esbugalhados. Estava a esforçar-se para não chorar. Separamos-nos e ele pediu-me para lhe dizer qualquer coisa.

Vim para casa, aquelas palavras a martelarem-me na cabeça. Era o fim, era isso? A custo conduzi até casa. Nunca este caminho me havia parecido tão longo. Mandei-lhe um sms a perguntar se aquilo havia sido o fim. Ele disse que não, se eu não quisesse. Disse que não queria, que o que houve entre nós não poderia acabar assim, mas que precisava de saber o que ele pensava, o que ele queria. Não me respondeu, até agora.

No carro, ainda, a R. ligou-me. Disse-lhe o que se havia passado em poucas palavras saídas entre lágrimas. Ela apercebeu-se e veio a correr ter comigo. Pela primeira vez desde que a conheço desatei a chorar abraçado a ela. É raríssimo eu chorar e até ontem acreditava que a única forma de me porém a chorar era fazer rir compulsivamente. Mais uma descoberta. Sentia-me de certa forma um pouco usado, triste e um pouco envergonhado até. 

domingo, 18 de maio de 2014

Color Run



Adivinhem lá onde estive ontem?!

Na Color Run, claro!

É um conceito bastante engraçado. Uma pessoa fica toda pintada e com um aspecto um bocado asqueroso, mas aquilo num grupo é bastante divertido. 

E ainda tive direito a ver o Kapinha (que ao vivo não é nada mau, mesmo), uns meninos sem t-shirt e um velho na janela de um lar de cuecas a avó, com tudo pendurado. Não podia ser tudo bom! lol

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Locked out of heaven


Bom, minha gente é caso para dizer que estive trancado fora do céu por muitoooooo tempo.


quarta-feira, 14 de maio de 2014

Help.... White Hair


Socorro, encontrei não um, mas dois, DOIS cabelos brancos... :'(

Isto não é justo, eu sou tão novo! :'(

Só por causa disso vou afogar as magoas numa pizza... :'(

domingo, 11 de maio de 2014

Dúvidas


Ó meninos! hoje tenho umas dúvidas a colocar-vos...

De há uns tempos para cá, tenho vindo a reparar num comportamento que alguns gays têm que, francamente, a mim me faz alguma espécie. Eu reparei nisto quando conheci o P., reparei no namorado do M. e ontem isto calhou em conversa com o rapazinho que fui conhecer do grindr.

Alguém me consegue explicar porque é que num grupo de amigos gays existe o hábito ou a mania de se andarem a chamar de porca, e p**a, e sabe-se lá que mais?! É que para mim isto é um comportamento um pouco depreciativo, degradante e sem qualquer piada. Isto é assim em todos os grupos de amigos gays?

Estou a ser demasiado preconceituoso?

Existe alguém que partilhe esta minha opinião?

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Menino do ginásio




Ó menino do ginásio, cujo o nome eu não sei. 

Durante este período em que não te vi, trabalhaste esses abdominais até ficarem no ponto e aumentaste a massa muscular. Se já estavas qualquer coisa, agora ficaste brutal. Mas vamos combinar uma coisa, enquanto eu tiver no ginásio distraído com a tua beleza não abras a boca. É que me destróis o interesse todo.

Podes fazer essa gentileza?! :D

**Isto foi a minha conversa imaginaria hoje no ginásio, em relação a um rapazito muito interessante mas que infelizmente cada vez que oiço uma conversa dele percebo que não dá uma para a caixa. Mais um caso em que beleza não vem acompanhada de inteligência.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Ian Somerhalder

A minha sobrinha de 18 anos anda maluca com este menino...

Não consigo perceber porquê. Alguém percebe?!






sábado, 3 de maio de 2014

Tarde de sabádo


Hoje fui passar a tarde ao Parque das nações. 

É uma zona que francamente gosto imenso... Era para ir para a praia mas como não arranjei companhia resolvi agarrar num livro e ir ler. 

Claro que aproveitei para comer um gelado. Depois sentei-me num daqueles banquinhos e lá fiquei a contemplar o que se passava a volta. No hotel Myriad havia uma festa com cheirinho a verão. Música de discoteca alta que se ouvia bem ao longe. De fora era visível bastante gente a dançar e passou-me pela cabeça que já tenho saudades de dançar e como seria agradável ir a uma dessas festas de verão. Quem sabe até na praia e a qual eu nunca fui. Há que colocar isto na minha lista de coisas a fazer este verão. 

Já vós disse que adoro este hotel?! Um dia ei de lá ficar hospedado, não agora, que os meus bolsos não dão para tal. (Olha Miguel uma coisa para a tua rubrica de coisas de pobre, sonhar passar noites em hotéis! XD)

Depois olhando à volta viam-se vários casais a passear. Adolescentes, adultos mais novos, adultos mais velhos e até casais de velhotes que me deixam todo derretido. às tantas passam dois homens a passear um bebé num carrinho. Não sei se eram gays, até porque como vocês sabem o meu gaydar doesn't work. Mas gostei de pensar que seriam e estavam a passear o seu filhote. Fiquei animado.

Mais tarde, nuns bancos ao lado senta-se um rapaz e uma rapariga. Calculei que seria mais um par de namorados, mas algo ali não batia certo. Pensei para os meus botões que deveria ser o rapaz bonito e bem vestido que me despertava a atenção. Levantaram-se e passaram alguns metros a minha frente. Tirei as dúvidas, o rapaz era mesmo gay. A rapariga reparou que eu olhava para o rapaz, alertou-o. Apressei-me a enterrar o olhar no livro e a disfarçar. 

Fui continuando a ler e o menor barulho de crianças a fazer fitas alertou-me que seriam horas de ir andado. E assim foi... temos uma tarde de sábado...

Ontem também, quebrei uma promessa que havia feito a mim mesmo... liguei o grindr e meti conversa com um rapazito... é bonito e pareceu-me sincero e confiável... mas nestas coisas há que manter um expectativa baixa que as aparências iludem.

Eu sei que o grindr é um talho e que o que a maioria das pessoas procura é sexo. Mas depois penso que, por exemplo, o Aaron e o artista, o M. e o namorado, conheceram-se lá e não me parece que andassem só a procura de sexo. Estes chats são sem dúvida uma forma de conhecer pessoas novas, e há que acreditar que lá não há só pessoas tapidinhas que só querem é truca-truca.

E o máximo que pode acontecer é eu daqui a uns dias estar aqui a lastimar-me que aquilo não presta para nada e que sou parvo... 

Chegando de lamurias e de um post grande sem nada de conteúdo, vou embrulhar a prenda da minha Mãe.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Foi assim que aconteceu VI




Ficámos na minha saída da faculdade.

Depois de três anos de muito esforço e de muita dedicação o Rúben estava, aparentemente, pronto para o mercado de trabalho. Nesses três anos, a minha vida foi bastante monótona e rotineira. Faculdade, casa e casa, faculdade. Pouco mais eu fazia. E, hoje, olhando para trás é algo de que me arrependo. Devia ter aproveitado para me divertir, viver mais a vida. Sair à noite, dançar, fazer as experiências próprias das alturas de faculdade. Mas não, o Rúben escondia-se pois tinha medo que alguém tropeça-se na sua homossexualidade. Um erro crasso... muitas vezes a R. me disse para tentar falar com um psicólogo. Sendo a minha confidente, nem ela sabia que eu era gay. Para ela eu era apenas alguém com uma auto-estima na lama, que acreditava ser feio, que acreditava que ninguém pararia para olhar para mim duas vezes a não ser para gozar. De facto tantos anos de comiseração e tanto tempo a sentir pena de mim próprio levaram a isso. Se eu visse alguém a olhar para mim na rua, acreditava que estariam a gozar comigo. Basicamente eu não gostava era de mim e, portanto, era dificílimo alguém gostar. Se eu não gostar de mim, quem gostará? Um provérbio que reúne toda a certeza do senso comum…

Mas voltando a linha da história. O Rúben acabou o curso e começou à procura de trabalho. Na minha ingenuidade, acreditava que seria um processo rápido, afinal de contas quem não quereria alguém com uma média como a minha. Claro está, que não foi assim tão fácil. Só consegui trabalho passados três meses, sensivelmente. Na altura a área que queria trabalhar era a da Banca. E lá consegui um trabalho num banco. O trabalho no Banco que eu queria, no entanto, com um contrato temporário. Apenas 4 meses. Nesse tempo, trabalhei que me matei, afinal de contas o plano era trabalhar muito pois não tinha vida pessoal e tinha de me entreter e como tantas outras pessoas acreditava que no final do contrato receberia a compensação por isso. Fiz tudo o que podia e não podia. No final até tive uma boa avaliação, mas o contrato não foi renovado. Diziam eles que este tipo de contrato não podia ser renovado, mas que voltariam a chamar. E, muita gente me disse que dentro em breve teria o meu lugar lá. Nas primeiras semanas em casa, posso dizer que quando o telefone tocava quase que o meu coração saltava do peito. E, nisto, passou-se um mês, dois meses e nada.

Perdi a esperança. Tinha de encarar o facto de que não iria ser chamado. Certo era, que já estava a enviar cv's para todo o lado, mas nada. Entretanto surge uma oportunidade na empresa da minha irmã. Uma coisa porreira, para trabalhar numa área na qual hoje me estou a especializar. Não que aquilo fosse o que eu quisesse na altura, mas era pareceu-me bem. No entanto, a chefe dela (que, por acaso, também é cunhada da minha irmã) achou que teria de me arranjar algo melhor. Afinal de contas eu era bom aluno. Paralelamente, marcou-me uma reunião com a responsável de um mestrado em gestão, de uma boa faculdade para averiguar a possibilidade da minha entrada. Não era bem aquilo que estava a ponderar mas acedi. Contudo, um grande problema, o mestrado era integralmente em inglês e o meu nível de inglês era consideravelmente baixo. Eu sou um perfeccionista por natureza e entregar trabalhos com más construções frásicas ou erros graves de ortografia deixava-me bastante receoso. Não me pareceu que estivesse apto para tal. Mas lá se arranjou. A rapariga do mestrado oferecer-me-ia um estágio no gabinete dela, onde só se falava inglês, e eu iria ao final do dia tirar outro curso de inglês. No final, estaria mais que apto a ingressar no mestrado. Esmola demasiada, não é?

Pois claro que era... e eu tão parvinho para ver. Lá me inscrevi no curso de inglês, aceitei a proposta. A rapariga ficou de me telefonar para acertar os últimos pormenores. Desse telefonema ainda hoje estou a espera. Fiquei tão revoltado, tão envergonhado por ter acreditado que realmente alguém me queria ajudar. Como é que eu poderia ser tão burro, eu que por natureza sou uma pessoa desconfiada.

Para ser franco, acho que a não aceitação teve um dedo da minha irmã. Nunca o consegui, nem conseguirei provar, mas sempre achei que ela tinha arranjado maneira de invalidar aquilo tudo. A forma como ela olhou para mim quando lhe contei o resultado da reunião com a rapariga do mestrado, a expressão dela era de inveja pura. Ficou o resto do dia de trombas e mal me dirigiu a palavra. Eu iria trabalhar a dois gabinetes dela, e a empresa dela estava a investir mais em mim que nela. Quase que coloco as mãos no fogo que alguma coisa ela fez. A irmã a que me refiro, foi aquela que fiquei dois anos sem lhe falar.

No entanto, resolvi seguir para mestrado. Não naquela faculdade, claro. Para outra. Escolhi o mestrado que estou agora a terminar. 

E como isto já vai longo, vamos deixar o resto para o próximo post. ;D