quarta-feira, 30 de abril de 2014

TMI XIV - Discos Pedidos

Como sou um apaixonado por música, isto vi ser giro...

1. A canção que te transporta imediatamente até à infância?
São várias que me levam para a minha infância, em especial as músicas dos filmes da disney... mas já que tenho de eleger uma ... ficamos pela música do Rei leão... o ciclo da vida...



2. A canção perfeita para curar uma indisposição ou ressaca?
Ressaca?! é mal de que nunca padeci, logo não sei. Mas acho que ressaca=dor de cabeça, pelo que silêncio se calhar era aconselhado.

3. A versão que é claramente superior ao original?
Vou nomear uma música cantada por Ewan Mcgregor, no musical Moulin Rouge... é a canção your song de Sir Elton John. Que para mim está mil vezes melhor...
  

4. A canção que cantarias em karaoke numa festa com amigos?
Eu não canto em karaokes e acreditem que as pessoas agradecem... :S

5. A canção para sair à noite numa Sexta-Feira, perder a cabeça e acabar na prisão?
Talvez esta do Macklemore e Ryan Lewis...

6. A canção cuja letra consegues declamar de cor?
Não gozem, por favor LOLOL
Em minha defesa, eu não sei a letra toda, mas sei a maior parte e de todas acho que é a que sei mais... e acho que a maior parte de vocês também sabe...

7. A canção mais gay da galáxia?
Qual mais poderia ser, que não esta? Mas eu até gosto, vá lá saber-se porquê! lol

8. A canção que te faz pensar no teu ex-namorado?
Bom, a que me faz pensar naquilo que mais se pareceu com um namoro é esta:
Acho que já tinha feito um post com ela.

9. A canção que gostarias que tocasse no teu funeral?
Nunca tinha pensado muito nisto... mas talvez esta:
Era uma música que passou na série Anatomia de Grey, num momento lindo em que a izzie se cruza com o fantasma do Denny.

BÓNUS
10. A canção mais indicada para perder a virgindade de um modo pacífico?
Está música dava no filme the girl next door e por acaso passava neste mesmo contexto. 


11. A canção ideal para procriar junto à lareira?
Can't fight this feeling anymore - REO Speedwagon

12. A canção que substitua os preliminares numa relação sexual?
Penso que uma música não substitui os preliminares... se vier acompanhada de mais algo quem sabe, mas sozinha não tem tanto poder...

Finalmente.....


136 páginas depois, e mais de 36 500 palavras dividas em 6 capítulos e uma dezena de anexos, foi com muita satisfação que durante a tarde de hoje entreguei os exemplares em papel que terminam o período de realização da tese. 

Parte do dever está cumprido! :D :D :D


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Foi assim que aconteceu V




Ora vamos lá! A saída do período negro... Foi um caminho difícil, muito difícil e muito demorado também. 

Após aqueles fatídicos meses, finalmente consegui começar a trabalhar. Como consequência via mais gente, ganhei alguma liberdade, que não tinha e, consegui aos poucos, pôr-me de pé. Como já não estava tanto tempo em casa, também não perdia muito tempo a pensar em coisas que não deveria. Trabalhava num call center, onde encontrei muitas pessoas 5 estrelas. Hoje tenho pena de não ter mantido contacto com algumas delas. Mas na altura eu era um autêntico bicho-do-mato. 

Voltando ao que interessa, pela altura em que estava a trabalhar desenvolvi um plano. Resolvi que iria para a faculdade e desta vez iria inscrever-me no curso de gestão. Voltei a ocupar a cabeça, voltei a estudar para os exames nacionais e entrei na faculdade. Desta vez, senti-me feliz quando vi os resultados do concurso nacional de acesso ao ensino superior. Estava a dar um salto na minha vida, como eu dizia na altura. Estranhamente não parava de ouvir a música da Madonna, jump. 

Contudo, a ideia da homossexualidade não estava aceite, longe disso. Mas acreditava, na altura que era algo que podia reprimir e controlar. Não tinha de o ser, a menos que quisesse. Então dediquei-me aos estudos. Dediquei-me brutalmente. Quando não estava na faculdade, estava a estudar. Se estivesse ocupado não pensaria em mais nada, acreditava eu. Tornei-me num dos melhores alunos da faculdade, recebi bolsas de mérito e acreditava que iria dedicar a minha vida ao trabalho. Acreditava que, eventualmente, isso seria suficiente para garantir alguma felicidade na minha vida. Ia ter uma vida pessoal não muito feliz, mas pelo menos iria ser um excelente profissional e ganhar rios de dinheiro. A minha disposição melhorou um pouco. O grupo de amigos que criei na licenciatura era unido e muito bom. Tive uma sorte tremenda nesse aspecto. 

No entanto, a concha à minha volta, não se abria para nada, nem ninguém. Não deixava ninguém entrar nos meus segredos mais escondidos. Ninguém sabia dos meus dilemas, nem eu queria que ninguém soubesse. Era uma pessoa emocionalmente distante, extremamente focado (mas no sentido de ser mau para os outros) e que pouco se dava a conhecer. Procurava não mostrar os meus sentimentos e olhando para trás percebo que praticamente desenvolvi um medo enorme de tudo o que fazia, de tudo o que dizia, quase que pedia desculpa por existir. E apesar de me esforçar para que ninguém notasse isso, obviamente não o conseguia. A minha autoestima não era muito elevada, portanto. Para terem uma ideia, evitava falar com rapazes, e sempre que se tocava em assuntos de paixões, arranjava uma maneira de me afastar. No fundo, receava que alguém se apercebesse ou que simplesmente suspeitasse da minha homossexualidade. Como se a minha atitude por si só não fosse já, reveladora disso. A convivência comigo mesmo não era de todo saudável ou recomendável.

A propósito disto houve uma vez um episódio que me marcou. Havia uma rapariga a quem eu ia dando uma ajuda nos exercícios e ia-lhe esclarecendo dúvidas. Um dia, já no último ano de licenciatura, para me agradecer, ia abraçar-me. Encolhi-me de tal maneira, que só me lembro de ela dizer qualquer coisa do género: calma não te vou fazer mal. Aquilo tocou-me. Comecei a pensar que poderia estar no caminho errado. Mas não me desviei. Tinha objectivos e para todos os efeitos, aquilo era o resultado deles. Tinha de me manter no caminho que eu próprio havia traçado. 

E assim o fiz, acabei o curso com uma excelente média. Uma média invejada por muitos. E era altura de ir trabalhar. Na altura nem coloquei a questão do mestrado. Face aos meus planos, a ideia era ir trabalhar e fazer-me à vida. Não que quisesse parar os meus estudos por ali mas queria primeiro começar a trabalhar e depois, consoante a área porque enveredasse, especializava-me.

Contudo, mais uma vez a vida trocou-me as voltas. E hoje, posso dizer que ainda bem que isso aconteceu…

Deixemos essa parte para o próximo post.

;D


quinta-feira, 24 de abril de 2014

TMI XIII - Faz uma pausa




1. Snacks... doce ou salgado?
Sem dúvida doces...

2. Qual era o teu snack preferido quando eras mais novo?

Adorava uma goluseima que não sei o nome... mas é assim uma tira vermelha que é doce e com um trago azeda ao mesmo tempo. Comia aquilo as carradas.

3. Qual é o teu snack preferido actualmente?

Uns pacotinhos de bolachas pequenas, com pepitas de chocolate do pingo doce... tenho de me controlar imenso.

4. Snacks saudáveis são ...

                           ... uma miragem

5. Leite vai bem com que tipo de bolachas? Molhas a bolacha?
Leite vai muito bem com todas as bolachas. Mas as bolachas são boas é crocantes, logo não se molham... lol ;D

6. Como é que comes Oreos?

Não como, que não gosto delas.

7. Qual é o teu snack preferido quando vais ao cinema?

Pipocas, claro ;D

8. Bolos, tortas ou tartes?

Bolos e tartes.... Bolo de chocolate ou tarte de maçã (sou doido por tarte de maçã!)

9. Chantily instantâneo em lata ou tradicional de bater?
Também não sou grande fã de chantily, mas entre um e outro, o tradicional, claro! ;D

10. Batatas fritas, salgadinhos, Cheetos, Fritos...?

Croquetes (não sejam obscenos, sim!)

11. Gelado preferido?

Stracciatella

 
12. Comida mais estranha que comes como snack?

Eu não como comida estranha :S



BÓNUS
Comida e coiso-e-tal, combina? Conta-nos tudo!

Acredito que combina com os preliminares... morangos, chocolate, champanhe...
Aliás vamos lá pensar um pouco, dizia a minha avó que os homens se conquistam pelo estômago, logo se aos preliminares se misturar alguma comida temos o cenário perfeito... certo?!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Foi assim que aconteceu IV



Da última vez, ficámos na entrada do período negro...

As coisas não me correm de feição. Estou magoado, triste, infeliz e desapontado. A minha família, pessoas que eu achava conhecer, afinal não passavam de autênticos desconhecidos. Magoou-me, principalmente o facto de nenhum deles me ter tentado dar a mão, ou ter –se colocado a disposição de me ouvir. Ter um ombro para chorar, por assim dizer. Percebi que nesta família impera o egoísmo e o interesse, e que, no fundo, partilhamos, somente, ADN.

Custou-me bastante, encarar esta dura realidade. O isolamento apodera-se de mim. Cada vez estou mais sozinho. Os meus amigos, ou andam ocupados com a faculdade ou andam ocupados com os seus trabalhos e, portanto, não me ligam muito.

A situação familiar acaba mesmo por piorar. A situação azeda com uma das minhas irmãs, que se arroga no direito de me impor as suas decisões e fazer exigências com bases em supostos favores, que nem os eram. Basicamente ofereceu-me dinheiro quando fiz anos e, na ideia dela, eu só tinha era de estar disponível para o que ela pretendia de mim. Chegou mesmo a dizê-lo de forma directa. Entramos em ponto de ruptura e deixei de lhe falar completamente. Qual a reacção dos restantes membros da minha família?! É uma guerra e há que tomar partidos. Mais uma vez, ninguém tomou o meu. A ideia geral, dita com todas as letras pela minha Mãe, era que eu só tinha era de baixar as orelhas ao pé da minha irmã e aceitar sem resmungar o que ela me dizia. Eu era mais novo que ela e, essa era a regra. Portanto, devia deixar-me de parvoíces e pedir desculpa para que tudo voltasse ao normal. Lembro-me na altura de lhe ter dito claramente, que estava muito enganada e que tal não aconteceria. Não sentia que tivesse cometido algum erro, o ofendido era eu, e eu é que merecia um pedido de desculpas.

Como percebem a minha irmã era, e continua a ser, venerada na minha família. Hoje já nos falamos, e se querem que seja sincero, hoje a atitude dela para comigo é completamente diferente. Serviu a lição e a zanga de dois anos.

Resultado disto, o Rúben ficou cada vez mais sozinho. Não consegui arranjar trabalho e, portanto, passava os dias deitado na cama a ver televisão. Paralelamente, tenho tempo demais para pensar em tudo e mais alguma coisa. Claro que a homossexualidade era um dos pensamentos recorrentes. Dado dia, resolvi ir ao chat do terravista e ver como era aquilo. Que susto que apanhei! Mas, lá meti conversa com um rapaz. Estava cheio de dúvidas sobre tudo. E resolvi questionar esse rapaz. Durante umas duas horas, bombardeei o rapaz com perguntas. Ele era mais velho, e foi, mesmo muito simpático e atencioso. Algo que não seria de esperar para alguém que frequentava um sítio daqueles. Respondeu-me a tudo e, em momento algum, procurou "engatar-me". De certo percebeu a fase em que me encontrava e foi gentil o suficiente para me ajudar no que podia. Fiz-lhe perguntas sobre as mais variadas coisas: sexo, relacionamentos, preconceito e etc. A tudo ele me respondeu.

Tudo aquilo ficou a martelar-me. Pela primeira vez na minha vida algo me tirou o sono. Nunca mais voltei a falar com o rapaz, já nem me lembro do nome que usava. Tudo começa a piorar, o meu isolamento associado a todas estas questões morais e familiares começa a dar os seus frutos. Eu não podia ser homossexual. Juntando a isso, a uma autoestima ferida e uma sensação de inutilidade o que é que dá? Um sentimento de que a vida não faz qualquer sentido e por-lhe um fim seria uma bênção. E fiz algo de que não orgulho nada. Abri o armário dos medicamentos decidido a por um fim a tudo. Na altura, o meu sofrimento e terror era tanto, que aquilo para mim afigurava-se como a única solução. Não tinha vida social e pessoal, as pessoas que me rodeavam não gostavam de mim, para todos os efeitos eu tinha um enorme "defeito" e parecia tão correto na altura fazê-lo.

Mas não o fiz. Fiquei, somente, parado um grande bocado de tempo a olhar para as caixas de comprimidos. Algo em mim me fez parar, não tive coragem e não o fiz. Apercebo-me que bati lá no fundo do buraco, e bem fundo. Ninguém compreendeu o ponto em que estava, e também da minha boca nunca saiu uma palavra sobre a situação. Estive perto, muito perto e ninguém reparou em mim o suficiente para se aperceber em que ponto eu me encontrava.

Bem, felizmente arranjei trabalho. O que se traduziu em sair mais de casa e pensar menos no assunto. Não que tivesse abandonado a ideia do suicídio, mas pelo menos ia adia-la. 

Como perceberam, foi um momento muito negro, muito negro mesmo.

Como sai daqui é matéria do próximo post. ;)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Alegria



Allegría
I see a spark of life shining
Allegría
I hear a young minstrel sing
Allegría
Beautiful roaring scream
Of joy and sorrow, so extreme
There is a love in me raging
Allegría
A joyous, magical feeling

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Foi assim que aconteceu III





Retomando o ponto onde fiquei no último post, ou seja, o fim do liceu.

Como disse, o rapaz seguiu para a faculdade e eu como não consegui entrar optei por ficar um ano a fazer melhorias de notas. Por acaso o M. (um rapaz de quem já aqui falei) seguiu os meus passos. Para quem não se recorda ou não leu o M. é um amigo meu que também é gay e que o conheci no liceu. O M. vai entrar mais a frente nesta história daí já estar a falar nele.

Mas voltando a mim… o menino Rúben dá consigo constantemente a pensar no rapaz e a sentir demasiadas saudades. Sentia mais saudades dele, do que de outras pessoas com quem havia desenvolvido boas relações de amizade, que perduram até hoje. O distanciamento provocado pelo fim das aulas e também pelo tempo desde a maioria dos acontecimentos fazem-me aperceber da realidade dos meus sentimentos. Eu percebo que me apaixonei por ele, de uma forma muito platónica, mais ainda assim uma paixão. Sobre mim abate-se uma profunda tristeza que somada ao surgimento das questões morais não ajudou nada. Torna-se claro na minha mente que a coisa não se ficava pela pornografia, era mais que isso. Eu realmente era, pelo menos, bissexual. Estas ideias começam a martelar na minha cabeça, cada vez mais e mais. Contudo, o instinto mandava-me reprimir estes sentimentos. E não só reprimir, mas também culpar-me por os ter. Dizia para mim mesmo que não era possível, que estava doido. Tal coisa não me podia acontecer a mim, logo a mim. Isto era tudo psicológico e eu só tinha de contrariar estas ideias. No meu pensamento, se eu tentasse e me esforça-se tudo iria desaparecer. Ocupei a cabeça. Pensava nos estudos e procurava não ter tempos livres. Iniciei um curso de inglês e um curso de um software próprio de arquitetura. Mas as dúvidas iam-se mantendo.

A minha vida prossegue… tudo vai andando na mentalidade que só tinha de reprimir os meus mais “terríveis” pensamentos. Como gosto de ter sempre um plano B para tudo, e, havendo a possibilidade de não entrar em arquitectura, resolvi começar a ponderar outros cursos, outras faculdades. Surgiu no meu caminho a gestão. Curso que me interessou cada vez mais, mais do que a própria arquitectura. Todavia, tal não foi necessário. Consegui entrar no curso de arquitectura, sem problemas. Lembro-me, particularmente, de não ter ficado sequer feliz quando vi os resultados. Acho que uma parte de mim acreditava que não entraria. A minha Mãe rejubilava por todos os lados. Afinal de contas, era um sonho mais dela do que meu. Começam as aulas e vai crescendo em mim a sensação que estou no sítio errado. Aquilo não é para mim. Eu não gosto de desenhar e não tenho a mínima motivação para lá estar. Até que um professor, estúpido como tudo, diz claramente numa aula que estou no sítio errado. Não mo disse olhos nos olhos, mas disse-o. E eu percebi, ou quis perceber, que aquela era a minha deixa. Tomei a decisão que não queria aquilo e nunca mais fui à faculdade. Era altura de abraçar o curso que efectivamente queria: Gestão.

Como calculam, o ambiente em minha casa era um autêntico terror. Entrei em guerra aberta com a minha família toda. Ninguém compreendia tal acto, a minha Mãe principalmente. Disse-me coisas que até hoje recordo, que até hoje guardo na memória. A mais marcante de todas, algo que me disse logo depois da desistência da faculdade: Ou é arquitectura, ou as tuas irmãs também foram trabalhar. Foram palavras que já em bastantes oportunidades lhe tive de recordar, e que sei que se arrepende de as ter dito. Mas disse e magoou-me. E eu tenho memória de elefante. Quanto aos restantes membros da minha família, ninguém tentou perceber os meus motivos ou as minhas razões, mas toda a gente soube criticar e apontar o dedo.

Fiquei magoado e desapontado com todos, e cada um deles. Foram criadas feridas que ainda hoje não sarei. Estando eu já frágil por aquilo que reprimia e teimava em não aceitar, veio mais este golpe. Para todos os lados para que olhava via-me completamente sozinho e isolado, sem ninguém disponível apoiar ou ajudar. Abate-se sobre mim uma profunda tristeza. Embora não tenha consultado nenhum psicólogo garanto-vos que entrei em depressão profunda. Um período muitíssimo negro, meses horríveis. Os piores de toda a minha vida…

Como isto já vai longo, vou deixar o resto para o próximo post.

sábado, 19 de abril de 2014

Jornais

Em conversa com o Namorado, lembrei-me de algo que não vós contei. 

Há uns dias fui ter com a R. e ficamos um bocadinho a falar. 

As tantas diz-me ela: Tenho a solução para os teus problemas amorosos. 

Pensei para mim: o que vai sair daqui. E ela foi buscar o jornal. 

Assustei-me. Pensando eu que ela ia para a secção de classificados, disse rapidamente: não vou recorrer a esse tipo de serviços.

R.: Sabes lá o que te vou mostrar.

Rúben: O que é que me vais mostrar?

R.: Isto


Era um anúncio da agência Amore Nostrum. Eu levei aquilo para a brincadeira, mas ela estava mesmo a falar a sério. Ficou que tempos a tentar convencer-me a inscrever-me. E não era mesmo brincadeira, já a conheço o suficiente para o perceber. Mas será que isto realmente resulta?! E também dá para casais gay's?!


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Tarde cinema


Como o Francisco, diz que não é pecado lavar as vistas no dia de hoje ... vou só ali ver um filme com este menino...





Foi assim que aconteceu II






Muito bem, da última vez ficamos na parte em que eu ia falar de um dado rapaz...

Este rapaz, era o mocinho mais inteligente da minha turma. Também era bonito, verdade seja dita. Fomos-nos aproximando e, no 12ºano já ficávamos sentados lado a lado na carteira, fazíamos todos os trabalhos de grupo juntos e os individuais também muitas vezes acabávamos por fazê-los juntos. E até fazíamos uma boa dupla. Os nossos trabalhos de grupo eram sempre os melhores e as nossas notas finais também eram as melhores.

A nossa cumplicidade foi, assim, aumentando. Era ele que me mantinha acordado nas aulas de história de arte, que logo a primeira hora da manhã eram deverás complicadas. Tinha a mania horrível, mas eficaz, de cada vez que eu ia bocejar me espetar os dedos no lado da região lombar. O resultado era um enorme salto na cadeira, mas lá acordava...

Mas a coisa lá ia... a dada altura chateamos-nos e, sinceramente já nem me lembro porquê. Ele insistiu em falarmos no velhinho msn, mesmo eu dizendo que não queria falar sobre o assunto. As tantas, lá me venceu e falamos. Não me lembro do rumo da conversa mas lembro-me de para o final ter dito qualquer coisa do género de: o problema é que gosto demasiado de ti para  ficar chateado muito tempo. Estraguei tudo. A partir daí ele começou a afastar-se cada vez mais.

Eu não tinha dito aquilo com qualquer segunda intenção ou sequer na esperança de vir a ter qualquer coisa com ele. Nada disso. Contudo, ele assustou-se. Com aquilo que sei hoje, acho que ele percebeu, muito antes de mim, que eu estava apaixonado por ele. E então decidiu afastar-se.

Para que percebam o resto da história, tenho de vos contar que rapaz é mesmo gay e hoje, vive com um outro moço.

Assim, calculo que o afastamento dele tenha sido tanto para não me dar mais esperanças, mas também, porque ele próprio se começou a perceber da homossexualidade dele. E o rapaz lá lutou contra o assunto a maneira dele. Primeiro reatou um namoro antigo com a R.. Sim, é a mesma R., e que na altura andava caidinha por ele. Depois aquilo não deu em nada e no baile de finalistas atirou-se a J.. Sim, a mesma J. que eu costumo falar. Mas tudo muito artificial, como se estivesse a querer provar ao mundo qualquer coisa. Que era um grande garanhão ou coisa do género. 

No entanto, eu não reparei em nada e na altura, pensava eu que, andava caidinho por uma rapariga que entrou para a minha turma no 12ºano.

Acabamos o 12ºano, cada um de nós seguiu o seu caminho. Ele foi para o curso de arquitectura e eu fiquei a fazer melhoria de notas porque não tinha conseguido entrar por uma única décima.

E, é nesta altura que eu começo a sentir a falta dele. Enquanto tínhamos aulas e estávamos na mesma carteira, sempre nos mantínhamos juntos, embora com uma grande frieza da parte dele. 

E o que aconteceu depois?!

Cenas dos próximos capitulos, claro! ;D

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Foi assim que aconteceu




Já há algum tempo que ando a pensar em iniciar esta nova rubrica.... Contudo, como saberão, ultimamente tenho tido muitíssimo para fazer.

Esta nova rubrica procurará mostrar o que me aconteceu até aos meus 25, pois, afinal de contas, só aqui comecei a falar do que veio depois desse momento... e, aliás, a ideia, quando criei o blog foi mesmo contar a minha história, por isso não há por que adiar...

Tentarei falar sem tabus e sem abrilhantar as partes mais feias ou escandalosas.

Não se preocupem não contarei tudo de uma vez só... vou por partes...

Para começar, tenho de recuar até ao momento em que entrei para o secundário... Foi um momento completamente assustador para mim. Troquei de escola e, o meu grupo de amigos, apesar de ter ido para a mesma escola ficou todo separado... Somente eu é que segui para artes e por isso ninguém ficou na minha turma. Então, a partir daí comecei aos poucos a isolar-me...

Nisto, entramos no período da descoberta sexual. E a curiosidade própria destas idades, leva-nos a procurar "informações" na internet. E procurei! Claro que, na altura, procurei pornografia heterossexual. Afinal de contas os meninos namoravam era com meninas, e na minha ingenuidade nem fazia sentido que pudesse ser de outra forma. E, assim, foi sendo durante algum tempo. Mas aquilo não me satisfazia, havia alguma estranheza e algum desconforto que ia para lá da culpa de estar a fazer algo que não devia. E, no fundo, não percebia bem o porquê. As tantas, comecei a perceber que o homenzinho que lá aparecia me interessava mais do que a meninas. A princípio achei que era inveja, algum desejo de ser como o actor. Ser alto, ter um aspecto mais macho, menos miúdo... Sei lá eu.

Daí até à pornografia gay foi um passo. Contudo, aquilo não me incomodava, não me envergonhava, nem me levantava juízos de personalidade por aí além.... era uma coisa minha e só minha... agora que olho para trás, não posso dizer que nesta altura colocava a possibilidade de ser gay. Estranhamente, era normal para mim não se-lo mas interessar-me vá-lá!

Na escola, a minha turma cada vez ia ficando mais pequena, e todos nós cada vez mais próximos uns dos outros. Em certa medida, isto ajudou a quebrar um pouco o meu isolamento daqueles primeiros meses. No entanto, os períodos de verão eram sempre muito complicados, pois cada um seguia o seu caminho e morávamos bastante longe uns dos outros. Para ajudar tinha mudado de casa à pouco tempo, e não conhecia ninguém na zona.

Por isso é que ao contrário de muita gente, eu estava sempre desejoso que as férias acabassem. e quando acabavam lá voltávamos nós aos grupinhos do costume. Haviam, basicamente, dois grupos: o dos alunos inteligentes e bastante aplicados, no qual eu me incluía e o grupo dos alunos mais despreocupados e menos aplicados.

E é um elemento do meu grupinho que faz esta história dar uma volta.... mas isso fica para o próximo post... ;D

segunda-feira, 14 de abril de 2014

The last few days


Depois de quase duas semanas sem sair de casa, posso dizer que a minha tese está quase, quase pronta.

Agora é hora de retomar a minha rotina normal. Preciso de cortar o cabelo, que está enorme, voltar para o ginásio, e fazer um mega plano de recuperação, fazer a barba e apanhar sol. Tenho 3 meses da minha revista para ler também, e preciso de reequilibrar os meus horários, pois ando a deitar-me as 6h da manhã e a levantar-me à uma da tarde....

Se a minha avozinha fosse viva, dava-me cá um puxão de orelhas que nem vos digo.

Ah! E, ainda esta semana queria ver se começava a fazer uma série de post's, sobre um assunto que já queria ter aqui falado mas que não tenho tido tempo. :X



quinta-feira, 10 de abril de 2014

Too Much Information - O amor anda no ar



Infelizmente este parece-me que não vai tomar muito tempo...


1. Quem foi a primeira pessoa a dizer-te "Amo-te"? (a mãe não conta!)
Se não conta a mãe, pode ser a avó? 

2. Quem foi a primeira pessoa a quem disseste "Amo-te"?
Nunca o disse a ninguém! :( 

3. Amor à primeira vista ou um amor que vai crescendo?
Um amor que vai crescendo, sem dúvida. À primeira vista quanto muito há atracção.

4. Quem foi aquela paixão que de repente desapareceu?
Ahhh... A esta eu tenho resposta. Que tristeza... O P. sem dúvida.

5. Um único amor de uma vida, ou mais do que um?
Um único amor eterno e duradouro. :D

6. Alguma vez te arrependeste de dizer "Amo-te"?
Dada a resposta a pergunta dois, esta não se aplica... :(

7. As músicas românticas são tolas?
No way... As músicas românticas alegram-nos a alma... 

8. Qual é a tua música romântica preferida?
Eu tenho várias... mas vou por aqui uma...
         - Come what may - Moulin Rouge




9. És romântico?
Acho que sim, pelo gosto de pensar que sim...


Too Much Information - Dias das Mentiras!




1. O que achas do Dia das Mentiras?
Para mim é um dia como outro qualquer!

 2. Conta-nos uma partida, boa ou má, que tenhas pregado.
Agora assim de repente, lembro-me de uma quando era mais miúdo. é uma parvoíce e nem sei bem se pode ser considerada uma partida mas cá vai... Estava eu numa aula e costumava sentar-me na penúltima fila.  As duas raparigas que se sentava na carteira atrás de mim tinham a mania de estar sempre a balançar nos pés de trás da cadeira, até que a dada altura, eu virei-me para trás de repente para pedir ou dizer qualquer coisa, e elas apanharam tamanho susto que foram as duas parar ao chão. Conclusão, fiquei, literalmente, a tarde toda a rir sem parar...

 3. Tens sentido de humor? De que género?
Eu gosto de pensar que tenho, lol. O género é que já não sei explicar. 

 4. Quão importante é o sentido de humor num parceiro?
Bastante... ter sentido de humor, para mim é sinónimo de inteligência e isso, para mim é fundamental na outra pessoa.

 5. Que tipo de sentido de humor mais te atrai?
Um sentido do humor inteligente, discreto e com trocadilhos.

 6. Pode uma pessoa menos atractiva fisicamente tornar-se atractiva e sexy para ti apenas pelo sentido de humor?
Não me parece!

 7. Piadas de peidos são estúpidas !

 8. Ficas embaraçado com facilidade?
Sim, muita facilidade!

 9. Costumas usar t-shirts cómicas? Qual a tua favorita? 
Não as minhas t-shirts são todas bastante simples e discretas.

10. Fazes caretas ou pose quando te tiram fotografias?
Basicamente faço muita força é para não fechar os olhos com o flash, o que na maioria das vezes resulta numa espécie de careta...

11. Palhaços assustam-te ou fazem-te rir?
Depende do palhaço...


BÓNUS
Alguma vez tu (ou o teu parceiro) começaram a rir durante o coiso-e-tal? Porquê e qual foi a vossa reacção? 
Eu até dizia, mas dadas as circunstâncias acho que todos terão ideia da resposta a esta pergunta... lol

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Che Dama escuta só


Ora bem, faz uma pessoa uma pausa dos seus estudos e vai ao facebook. E deparei-me com isto!

Não há muito a dizer, é a dança do campeão... lol

terça-feira, 1 de abril de 2014

Bridegroom - Uma história de amor


Alguns de vocês já deverão conhecer este casalinho de um video que se tornou viral no youtube. Para quem não conhece, este dois rapazes viveram uma bonita história de amor, uma história de amor que muitos, eu incluído, desejariam algum dia viver. No entanto, acabou em tragédia. Um acidente provocou a morte de Tom e Shane acaba sozinho.

O documentário, que no fundo aborda o fim desta relação, relata também a ira de uma família conservadora que não soube aceitar a homossexualidade de um dos seus elementos e aspectos de uma sociedade que se diz a mais evoluída do mundo, mas falha, em tantos direitos de igualdade. Relata-se também, o difícil processo interno de aceitação da homossexualidade por parte de um dos elementos deste casal. Chega-se a tocar no suicídio. E sabe Deus quantos de nós já pensamos, em alguma altura da vida fazê-lo. 

Eu já conhecia esta história, mas ver este filme deixou-me novamente de coração apertado. Espero, sinceramente que o Shane possa voltar a ser feliz.

Se tiverem oportunidade vejam este documentário. Vão ver que não se arrependeram!